Osso Trígono (Os Trigonum): Entenda a Dor no Tornozelo, Sintomas, Diagnóstico e Tratamentos

Os Trigonum

Você sente uma dor persistente na parte de trás do seu tornozelo, especialmente ao movimentar o pé para baixo (como bailarinos em ponta ou corredores ao impulsionar)? Essa dor pode estar relacionada a uma condição chamada Osso Trígono (Os Trigonum), uma variação anatômica que, embora comum, pode se tornar uma fonte significativa de desconforto e limitação.

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Neste artigo, vamos desvendar o mistério por trás do Osso Trígono, entender como ele funciona, seus sintomas, como é diagnosticado e as diversas opções de tratamento, desde abordagens conservadoras até técnicas cirúrgicas minimamente invasivas. Prepare-se para conhecer tudo sobre essa condição e descobrir como um especialista em pé e tornozelo pode ajudar você a recuperar a liberdade dos seus movimentos!

O que é o Osso Trígono (Os Trigonum)?

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Para começar, vamos entender o que é o Osso Trígono. Imagine o seu tornozelo como uma engrenagem complexa, formada por vários ossos, tendões e ligamentos que trabalham em harmonia para permitir o movimento. O Osso Trígono é, na verdade, um pequeno osso extra (um ossículo acessório) que algumas pessoas possuem na região posterior (traseira) do tornozelo.



Ele se localiza logo atrás do osso tálus (também conhecido como astrágalo), que é um dos principais ossos do tornozelo, e se projeta na direção do osso calcâneo (o osso do calcanhar). Geralmente, o Osso Trígono fica "escondido" em um espaço natural na parte de trás do tornozelo. Para a maioria das pessoas, sua presença não causa nenhum problema. No entanto, em certos casos, ele pode ser a causa de dores e limitações, especialmente quando há compressão repetitiva nessa área.

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Conheça o Dr. Felipe Serzedello: Seu Especialista em Pé e Tornozelo

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Dr. Felipe Serzedello é um ortopedista com vasta experiência e profundo conhecimento em patologias do pé e tornozelo. Com atendimento particular e consultas personalizadas, o Dr. Felipe dedica-se a oferecer um cuidado individualizado, priorizando o bem-estar e a recuperação eficaz de seus pacientes.


Especialista em cirurgias, incluindo técnicas minimamente invasivas para condições como o Osso Trígono, joanetes e outras deformidades complexas, ele busca sempre a solução mais adequada para cada caso, seja você um atleta ou uma pessoa em busca de mais conforto e qualidade de vida.

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Todos têm o Osso Trígono? Quais são os tipos existentes?

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É uma ótima pergunta! A resposta é: não, nem todos nascem com o Osso Trígono. Ele é considerado uma variação anatômica. Estudos mostram que cerca de 7% a 15% da população geral pode ter um Osso Trígono. Ele se forma a partir de um pequeno centro de ossificação secundário, que, em vez de se fundir completamente com o tálus durante o desenvolvimento, permanece como um osso separado.

 

Podemos classificar o Osso Trígono em dois tipos principais, que, embora diferentes na forma, podem gerar sintomas semelhantes:

 

Tipo 1 (Osso Trígono Separado):


Este é o tipo clássico, onde o ossículo é completamente independente e separado do corpo do tálus. É como se fosse um "grãozinho" de osso solto na parte de trás do tornozelo.


Tipo 2 (Processo Estendido ou Processo de Stieda):


Neste caso, não há um osso separado. O que acontece é que a parte de trás do tálus tem uma projeção óssea mais alongada do que o normal, formando uma espécie de "espigão". Mesmo não sendo um osso separado, essa projeção pode se comportar de forma semelhante ao Osso Trígono separado, causando conflito e dor.

 

Independentemente do tipo, a presença dessa estrutura extra pode, sob certas condições, levar ao desenvolvimento de dor e outros sintomas incômodos.

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Quais os sintomas do Osso Trígono e como ele se relaciona com a Síndrome do Impacto Posterior do Tornozelo?

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Para muitas pessoas, ter um Osso Trígono é como ter uma pinta na pele: ele está lá, mas não causa problema algum. No entanto, quando ele começa a gerar dor, os sintomas são bem característicos e geralmente estão associados a uma condição conhecida como Síndrome do Impacto Posterior do Tornozelo.

 

Os sintomas mais comuns incluem:

 

  • Dor na parte de trás do tornozelo: É o sintoma mais frequente, geralmente descrita como uma dor profunda e persistente.


  • Piora da dor com a flexão plantar: A dor costuma aumentar quando você aponta o pé para baixo, como ao ficar na ponta dos pés, chutar uma bola ou impulsionar-se na corrida.


  • Inchaço e sensibilidade: A região posterior do tornozelo pode ficar inchada e dolorida ao toque.


  • Limitação do movimento: A dor pode impedir a movimentação completa do tornozelo, principalmente na flexão plantar.


  • Sensação de "bloqueio" ou "clique": Em alguns casos, pode haver uma sensação de algo travando ou um pequeno estalo ao mover o tornozelo.

 

A Relação com a Síndrome do Impacto Posterior do Tornozelo

 

A Síndrome do Impacto Posterior do Tornozelo ocorre quando o Osso Trígono (ou o processo de Stieda) é "apertado" ou "pinçado" repetidamente entre os outros ossos do tornozelo – o tálus, o calcâneo e a tíbia (osso da canela). Isso acontece especialmente durante movimentos de flexão plantar forçada ou repetitiva.

 

Essa compressão constante irrita os tecidos moles ao redor (cápsula articular, ligamentos, tendões) e até mesmo o próprio Osso Trígono, causando inflamação, dor e, em casos mais graves, até mesmo danos à cartilagem. É por isso que, mesmo sendo uma variação anatômica, o Osso Trígono pode se tornar um problema funcional para muitas pessoas.

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Como o Osso Trígono impacta atividades físicas e esportes como corrida e balé?

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O Osso Trígono se torna um grande vilão para quem pratica atividades que exigem movimentos repetitivos ou extremos de flexão plantar do tornozelo.

 

Atletas e Praticantes de Atividades Físicas Mais Afetados:

 

  • 🩰 Bailarinos(as): São, talvez, os mais suscetíveis. Movimentos como en pointe (ficar na ponta dos pés) e demi-plié (dobrar os joelhos mantendo os calcanhares no chão) exigem a máxima flexão plantar, comprimindo diretamente o Osso Trígono. A dor pode ser excruciante, impedindo a execução dos passos.


  • 🏃‍♂️ Corredores: Embora a flexão plantar não seja tão extrema quanto no balé, o movimento de "empurrar" o chão para o impulso repetitivo na corrida pode irritar e comprimir o Osso Trígono, levando a dor crônica e à limitação do desempenho.


  • Jogadores de Futebol: Chutes, saltos e mudanças rápidas de direção envolvem flexão plantar e dorsiflexão, aumentando o risco de impacto posterior e dor.


  • 🤸‍♀️ Ginastas e Saltadores: Qualquer modalidade que envolva aterrissagens e impulsos com os pés pode agravar a condição.

 

A dor causada pelo Osso Trígono pode não só prejudicar o desempenho esportivo, mas também levar ao afastamento das atividades e, em casos crônicos, afetar a qualidade de vida do atleta.

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Como é feito o diagnóstico do Osso Trígono?

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O diagnóstico preciso do Osso Trígono é fundamental para um tratamento eficaz. Ele geralmente envolve uma combinação de avaliação clínica e exames de imagem:

 

Anamnese e Exame Físico

 

O primeiro passo é uma conversa detalhada com o médico, onde você descreverá seus sintomas, histórico de dor, atividades físicas e lesões anteriores. Durante o exame físico, o especialista em pé e tornozelo irá:

 

  • Palpar a parte de trás do tornozelo: Procurando por sensibilidade, inchaço e a presença do ossículo.


  • Realizar testes de movimento: Movendo o tornozelo em diferentes direções, especialmente em flexão plantar forçada, para reproduzir a dor e identificar a região exata do incômodo.


Exames de Imagem

 

Para confirmar a presença do Osso Trígono e avaliar o grau de inflamação e impacto, são solicitados exames de imagem:

 

 1. Radiografia (Raio-X):


  • É o exame inicial e mais simples.


  • Permite visualizar a presença do Osso Trígono e sua relação com o osso tálus.


  • Ajuda a descartar outras causas ósseas de dor.


2. Ressonância Magnética (RM):


  • Essencial para o diagnóstico da Síndrome do Impacto Posterior.


  • Além de mostrar o Osso Trígono, a RM avalia os tecidos moles ao redor (ligamentos, tendões, cartilagem).


  • Ela consegue identificar sinais de inflamação (edema) no próprio ossículo ou nos tecidos adjacentes, confirmando que o Osso Trígono é a causa da dor e do impacto.


3. Tomografia Computadorizada (TC):


  • Oferece imagens ósseas em 3D de alta resolução.


  • É muito útil para detalhar a morfologia do ossículo, sua relação com as estruturas ósseas vizinhas e para o planejamento cirúrgico.


  • Pode ser usada para diferenciar um Osso Trígono de uma fratura recente.


4. Baropodometria:


  • Embora não seja um exame para diagnosticar o Osso Trígono diretamente, a baropodometria (exame da pisada) pode ser uma ferramenta complementar.


  • Ela avalia a distribuição de carga nos pés e tornozelos, identificando possíveis desequilíbrios biomecânicos. Essas informações são valiosas para o tratamento conservador, especialmente na confecção de palmilhas personalizadas que podem ajudar a otimizar a mecânica do pé e tornozelo e, consequentemente, reduzir a sobrecarga na região do Osso Trígono.


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Quais são as opções de tratamento para o Osso Trígono?

fisioterapia

O tratamento do Osso Trígono geralmente começa com abordagens conservadoras, ou seja, sem cirurgia. A decisão sobre qual tratamento seguir sempre será individualizada, considerando a intensidade da dor, o nível de atividade do paciente e a resposta às terapias.

 

Tratamento Conservador (Não Cirúrgico)

 

Este é o primeiro passo para a maioria dos pacientes e busca aliviar a dor e a inflamação, permitindo o retorno às atividades.

 

Repouso e Modificação de Atividades:


  • Reduzir ou evitar os movimentos que desencadeiam a dor (ex: flexão plantar extrema em bailarinos ou corredores).



  • O repouso relativo permite que a inflamação diminua.


Medicação:


  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e analgésicos


  • Ajudam a reduzir a inflamação e a dor na região.


Fisioterapia:


  • Redução da dor e inflamação: Com uso de gelo, ultrassom e outras modalidades.
  • Melhora da mobilidade: Alongamentos para a panturrilha e ganho de amplitude de movimento do tornozelo.
  • Fortalecimento muscular: Exercícios para estabilizar o tornozelo e corrigir desequilíbrios musculares.
  • Terapia manual: Técnicas para mobilizar as articulações e liberar tecidos moles.


Acupuntura:


  • Pode ser utilizada como terapia complementar para alívio da dor e relaxamento muscular, contribuindo para o bem-estar do paciente.


Palmilhas Personalizadas:


  • Em casos onde há alterações biomecânicas na pisada que contribuem para a sobrecarga no tornozelo, as palmilhas ortopédicas personalizadas (confeccionadas a partir de uma avaliação como a baropodometria) podem redistribuir a pressão e oferecer suporte adequado, auxiliando na redução do impacto.


Infiltrações:


  • Injeções de corticosteroides (anti-inflamatórios potentes) diretamente na região inflamada podem ser indicadas quando outras medidas conservadoras não surtiram efeito. Elas promovem um alívio temporário, mas eficaz, da inflamação.

Tratamento Cirúrgico

os trigonum cirurgia

A cirurgia é considerada quando o tratamento conservador falha em aliviar a dor após um período adequado (geralmente 3 a 6 meses) e a dor persiste, impactando significativamente a qualidade de vida e a capacidade do paciente de realizar suas atividades.

 

Indicações para Cirurgia:


  • Dor crônica e incapacitante que não melhora com o tratamento conservador.


  • Quando a condição impede a prática de atividades essenciais ou esportivas para o paciente.


Objetivo da Cirurgia:


  • Remover o Osso Trígono e/ou o tecido inflamatório para descompressão da região posterior do tornozelo.


Técnicas Cirúrgicas:


  • Artroscopia:  O cirurgião realiza pequenas incisões (de poucos milímetros) na parte de trás do tornozelo e insere um artroscópio (uma câmera fina com luz) para visualizar o interior da articulação. Através de outra pequena incisão, instrumentos cirúrgicos são introduzidos para remover o Osso Trígono e/ou o processo de Stieda, além de limpar qualquer tecido inflamado.


  • Cirurgia Aberta: Envolve uma incisão maior para acessar diretamente a região posterior do tornozelo. É utilizada em casos mais complexos, quando a artroscopia não é viável ou em situações específicas que exigem uma visualização mais ampla.


Pós-operatório e Reabilitação:


  • Após a cirurgia, um protocolo de fisioterapia é essencial para restaurar a força, a mobilidade e a função completa do tornozelo. O retorno às atividades físicas e esportivas é gradual e acompanhado pelo especialista.
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Quando procurar um especialista em pé e tornozelo para tratar o Osso Trígono?


pé sem dor

Não ignore a dor crônica no tornozelo! Se você está sentindo dor na parte de trás do tornozelo, especialmente se ela piora com certas atividades ou movimentos e não melhora com o repouso inicial, é fundamental procurar a avaliação de um ortopedista especialista em pé e tornozelo.

 

Um diagnóstico precoce e um plano de tratamento individualizado são cruciais para evitar que a dor se torne crônica e para que você possa retornar às suas atividades sem limitações. Um especialista pode diferenciar o Osso Trígono de outras causas de dor no tornozelo e guiar você pelo caminho mais eficaz para a recuperação.

 

Conclusão

 

O Osso Trígono (Os Trigonum), embora seja uma variação anatômica comum, pode ser a causa de uma dor significativa na parte de trás do tornozelo, especialmente para atletas e pessoas que realizam movimentos repetitivos de flexão plantar. Compreender seus sintomas, como é diagnosticado e as opções de tratamento é o primeiro passo para o alívio.

 

Com a orientação de um especialista em pé e tornozelo, como o Dr. Felipe Serzedello, e as abordagens de tratamento corretas (sejam conservadoras ou cirúrgicas, como a artroscopia minimamente invasiva), é totalmente possível viver sem dor e retomar todas as suas atividades, desde as mais rotineiras até as mais exigentes fisicamente. Não deixe que a dor no tornozelo limite sua vida!

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O Que Nossos Pacientes Dizem

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